Talvez seja o maior desafio pessoal dos últimos anos. Talvez eu já tenha enfrentado outras batalhas sem nem ter percebido. Mas nunca me senti tão perto do limite como agora. Estou praticando uma trilha na beira do precipício. Às vezes olho para baixo. Às vezes olhos para o céu. Quase sempre olho em frente, para o caminho.
Não sei para onde vou. Mas vou seguindo. Vou rompendo limites.Vou desafiando minhas limitações. Apesar do esforço, tenho medo de gostar de olhar prá baixo. No pé do desfiladeiro corre um rio agitado, aprisionado por rochas. O barulho é convidativo. A altura é assustadora.
A picada no meio da mata é ameaçadora. É preciso estar atento. E nem sempre estou forte. Conto com a companhia da solidão e com o aconchego de algumas pessoas amigas. São elas que chamam minha atenção quando namoro com o que há lá embaixo.
Vá seguindo, um passo de cada vez. Não desista. Não desanime. A dificuldade é só uma componente do trajeto. Mais pra frente o caminho fica mais fácil. Logo a paisagem muda. Logo você muda. Já foi assim com tanta gente. Siga em frente. Vá.
Resisto entre insônias.
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