Talvez seja o maior desafio pessoal dos últimos anos. Talvez eu já tenha enfrentado outras batalhas sem nem ter percebido. Mas nunca me senti tão perto do limite como agora. Estou praticando uma trilha na beira do precipício. Às vezes olho para baixo. Às vezes olhos para o céu. Quase sempre olho em frente, para o caminho. Não sei para onde vou. Mas vou seguindo. Vou rompendo limites.Vou desafiando minhas limitações. Apesar do esforço, tenho medo de gostar de olhar prá baixo. No pé do desfiladeiro corre um rio agitado, aprisionado por rochas. O barulho é convidativo. A altura é assustadora. A picada no meio da mata é ameaçadora. É preciso estar atento. E nem sempre estou forte. Conto com a companhia da solidão e com o aconchego de algumas pessoas amigas. São elas que chamam minha atenção quando namoro com o que há lá embaixo. Vá seguindo, um passo de cada vez. Não desista. Não desanime. A dificuldade é só uma componente do trajeto. Mais pra frente o caminho fica mais f...
A minha atividade de arte educador envolve várias ações práticas, entre elas oficinas de artes em escolas, instituições e feiras de artesanato. Isso vem acontecendo mais intensamente há quatro ou cinco anos, desde que comecei a cursar Licenciatura em Artes Visuais, pela Uniasselvi. Sou jornalista aposentado com especialização em Arte Educação. Nas horas vagas, exercito possibilidades como artista visual. É por conta dessa atividade que fui formando uma rede de amigos (especialmente educadores), que conhecem minhas experiências estéticas com máscaras de diversas formas e tamanhos. Faço máscaras reutilizando papelão de caixas, transformadas com o uso de fita crepe, arame galvanizado, papel jornal e tinta PVA de artesanato. O resultado é interessante e atrai a atenção das pessoas. Os professores que o digam. Anda vira e mexe, sou convidado para ministrar oficinas em sala de aula. Aqui, em Caraguatatuba, no Litoral Norte de SP, estou engatinhando nesses relacionamentos. Mudei para cá n...